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Mensagem  Grazyela em Seg 01 Nov 2010, 8:27 pm


Gente, não fui eu que escrevi isso aqui, mai achei sensacional.
Perdi o link mai já já acho....


Lançar o olhar sobre uma paisagem bonita, é gratificante, prazeroso. Olhar uma criança divertindo-se num parque, é glorioso. Olhar a pessoa amada, é um afago ao coração. Olhar o exterior é fácil, todos fazemos sem o menor esforço. Para olhar dentro de nós é que se torna problemático, difícil. Nossos estudos têm-nos direcionado para este encontro conosco, esta visão interior. Confesso que temos batido à nossa porta interior, incessantemente, através de algumas práticas; o que conseguimos foi abrir algumas frestas, pelas quais pudemos visualizar e vislumbrar as possibilidades futuras, com mais e mais práticas de exercícios de meditação, vocalização de mantras e a prática de pranayamas. Toda conquista requer esforço e dedicação, doação e vontade. E esta especial conquista de conhecer-nos a nós mesmos não é diferente, ao contrário requer um esforço redobrado, posto que ainda temos que crer na veracidade dessas possibilidades. O que podemos transmitir para vocês, apesar de não termos adentrado conscientemente, dentro de nós mesmos, é que se trata de um caminho nunca dantes percorrido. Sentimos ser o único caminho capaz de nos levar à felicidade, à amplitude da vida. Abrindo a porta interna, conheceremos a nós mesmos, verdadeiramente, e conheceremos a verdade, que nos libertará, que nos tornará unos com nosso real ser, nosso deus interno. Adentrando esta porta, o mundo exterior deixará de ter o sentido que agora damos; pois, até agora, temos vivido envoltos em ilusões, dominados pelo materialismo, e conhecendo apenas esta forma de ser. Dizemos não conhecer nosso interior, por falta de palavras para descrever o deleite da prece fervorosa, pela impossibilidade de registrarmos a alegria inefável, o êxtase, o samadhi, dos nossos experimentos de meditação e vocalização de mantras. É que achamos pouco, diante das incontestáveis possibilidades de uma entrada venturosa, clara e consciente, dentro do nosso mundo interior. Morte aos egos! Força, coragem, certeza do caminho, queridos leitores! Para que possamos lograr êxito neste trabalho glorioso, pouco trilhado, do conhece-te a ti mesmo! Creiam na veracidade de nossas palavras, pois que, em nossos corações, dentro de nós, a centelha divina grita: "não percais mais tempo, urge realizarmos, em nós, a grande revolução!" Que Deus seja louvado!

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Re: Looking inside

Mensagem  mmartins em Ter 02 Nov 2010, 10:30 am

Como disse o Buda:

Ame a ti mesmo e deposi observe.

Como diz o vedas.

Eu sou o incomensurável potencial de tudo que existe, existiu e existirá, e todos os meus desejos são como sementes lançadas ao solo aguardando a estação propicia para se manifestarem em belas flores, árvores frondosas, jardins encantados e florestas majstosas.

Cristo disse:

Conheças a verdade e ela vos libertará.

sabemos, não existe o lá fora, tudo acontece dentro.

PAZ
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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Ter 02 Nov 2010, 10:35 am

É...vários rios ( caminho das águas ) que desembocam no mesmo mar!
A unidade!
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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Qui 04 Nov 2010, 10:21 am

Realidade de um sacerdote apaixonado











Apaixonado assim, homem de coração tão grande, capaz de se sacrificar totalmente por alguém e por uma causa. Coração que às vezes nem parece aguentar dentro de si. Sonhador, cheios de desejo, vontades, e pensamentos até mesmo mórbidos: carne a clamar, espírito a queimar.

De ansioso à paciente, esperando na ação de todo dia, ver o mundo melhor, a justiça acontecer, certeza do aprendizado, no corpo experimentado, na dor sanado, a graça da misericórdia na vida, capaz de perdoar e sofrer de novo: amar.

Quando despertado das paixões, curado da cegueira, enxerga, percebe e compreende o tudo que pode realizar em nome do Tudo, e entende que Tudo pode se tornar nada, pois o tempo passa e a vida também, e enquanto mergulha nas ilusões e desejos, no faz de conta de que poderia ser: a vida o espera.

A sua própria vida por reconstruir, o divino em sua humanidade, abrindo novos caminhos que o levem até aonde precisa haver mais vida: outros olhos, rostos, pessoas a contemplar, convidado a amar, de modo maior, valor incomensurável, riqueza do mistério humano de ser.

Vislumbrar nova beleza, mais bela do que a do encanto feminino, busca pela deusa mitológica da vida real, permitir-se encontrar a beleza em meio ao encanto pelo povo, enxergar a rosa do povo, saber da companhia da Senhora do Céu e da Terra a todo instante, mãe, filha, intercessora e protetora.

Mistério da experiência da vida, cada nova situação, novo aprendizado, verdadeiro crescimento, na alegria, na dor, o convite a realidade, de por os pés no chão mais uma vez e se aperceber no chamado novamente a ser sacerdote, humano demasiadamente humano, capaz de fazer da vida uma oferta, ou pelo menos sempre nessa tentativa.

Estar com as pessoas, conviver com a solidão, mistério que sonda o homem, convidado a aprender a amar, aluno do afeto, cuidador, de si e dos outros, responsável pelo que cativa, atento e observador de cada instante onde consegue sentir a eternidade, a felicidade vivida no minuto.

Aventureiro do exercício pela busca do equilíbrio não realizado, julgado pela perfeição impossível aos homens, e íntimo da perfeição divina entendida na humildade e simplicidade de ser, próprio de quem ama, aberto à estender as mãos a quem quer que seja e ajudar.

Sempre convidado a renovar em si mesmo o sentido da escolha feita, do chamado escutado, do caminho da felicidade sempre aberto novamente. Das paixões à Paixão do Cristo: sentimento mais valioso, aonde o coração vale a pena ser rasgado, permitido até ser ferido na total doação de si: crucificação do desejo.

Olhar que contempla sobre si e sobre os outros a graça divina que é derramada, corpos de luz: ressuscitados, gloriosos na cruz, que redescobre em cada um a dignidade que lhe cabe, a filiação divina, o amor sem espera, a verdadeira esperança: o abraço sobre o universo, a missa sobre o mundo, as utopias celebradas no altar da vida: Paixão!

Pe. José Antonio Boareto



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Re: Looking inside

Mensagem  mmartins em Qui 04 Nov 2010, 1:03 pm

Oi Grazyela,

Belo texto não é mesmo?

Tudo, absolutamente tudo acontece dentro, não existe um átomo ou parícula sub-atomica que não esteja dentro.

O poder que carregamos dentro de nós é algo tão "EU NãoO SEI" que mesmo sem saber já somos a própria Divindade, Deus individualuzado, andando pelo Planeta e por toda a criação.

PAZ


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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Qui 04 Nov 2010, 2:17 pm

Tudo bão, lindo?

É, esse texto veio me cair as mãos em um momento especial.
Tá reparando uma coisa?

Fórum Ascensão é o Pai.
Fórum do Aerobos é o Filho.
E aqui é o Espírito Santo Very Happy




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Re: Looking inside

Mensagem  neferis em Qui 04 Nov 2010, 3:45 pm

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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Sex 05 Nov 2010, 3:07 pm

Oi, Linda!!!!!

Bigada pelo espaço, viu?

Bjão no coração!!!


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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Sex 05 Nov 2010, 3:09 pm

Instituto de Desenvolvimento do Potencial Humano

Os Ritmos e o Conhecimento Interior
O Fluxo do Tempo Inconsciente




http://www.idph.net/artigos/novaeducacao/ritmos.php


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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Seg 29 Nov 2010, 1:38 pm

Olhando para dentro de voce



Se você está com olhos bem abertos, experimente fechá-los...


Agora abra-os somente para o lado de dentro.


Chegou a hora de visitar por uns instantes seu mundo interior.


Passeie calmamente aí por dentro de você, detendo-se longamente às boas imagens que você tem guardadas.


Não há qualquer problema em visitar o seu arquivo, ou o seu velho baú, desde que seja para buscar inspiração no passado, alimentar e dar força ao presente. Atenha-se ao que de mais precioso você viveu.


Alguém especial vem se formando e se moldando pelo tempo e pela história desse tempo.


Você é feliz pelo sonho de criança que você vem cultivando dia após dia, ano após ano.


Se quiser abrir os olhos, abra-os bem e procure revelar a criança que ainda brilha em você.


Agradeça.


A vida continua.


Hoje vai ser mais um dia na construção da sua história.


As cenas do dia que começa também vão ficar marcadas, e você poderá visitá-las.


Hoje você escreve mais uma boa página nessa história.


Está no ar a criança que você sempre preservará dentro de si.


Coração aberto, sorriso pronto, abraço fácil, beijo sincero.


Na rua, no trabalho, em casa, todo mundo vai notar que está diante de alguém muito especial.


Carlos D. Andrade
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Re: Looking inside

Mensagem  Convidad em Seg 29 Nov 2010, 4:05 pm

Olá minha querida!! que saudades...és insubistituivel viu, e nos dá a honra em te-la perto de nossos corações.
Que alegria tras suas mensagens de amor, e quem escreveu? quem escreveu é você mesma... por suas vibrações e aspirações do que quer para o Mundo.
Somos todos um!!

Beijos nesse c
oração que amo!!

Grazyela escreveu:Olhando para dentro de voce



Se você está com olhos bem abertos, experimente fechá-los...


Agora abra-os somente para o lado de dentro.


Chegou a hora de visitar por uns instantes seu mundo interior.


Passeie calmamente aí por dentro de você, detendo-se longamente às boas imagens que você tem guardadas.


Não há qualquer problema em visitar o seu arquivo, ou o seu velho baú, desde que seja para buscar inspiração no passado, alimentar e dar força ao presente. Atenha-se ao que de mais precioso você viveu.


Alguém especial vem se formando e se moldando pelo tempo e pela história desse tempo.


Você é feliz pelo sonho de criança que você vem cultivando dia após dia, ano após ano.


Se quiser abrir os olhos, abra-os bem e procure revelar a criança que ainda brilha em você.


Agradeça.


A vida continua.


Hoje vai ser mais um dia na construção da sua história.


As cenas do dia que começa também vão ficar marcadas, e você poderá visitá-las.


Hoje você escreve mais uma boa página nessa história.


Está no ar a criança que você sempre preservará dentro de si.


Coração aberto, sorriso pronto, abraço fácil, beijo sincero.


Na rua, no trabalho, em casa, todo mundo vai notar que está diante de alguém muito especial.


Carlos D. Andrade
flower cheers Arrow I love you

Convidad
Convidado


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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Ter 30 Nov 2010, 1:30 pm

Bigada, minha linda! Te adoro!
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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Ter 30 Nov 2010, 1:31 pm

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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Ter 21 Dez 2010, 1:25 pm

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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Dom 02 Jan 2011, 10:12 am

NAIKAN
naikan é uma palavra japonesa que significa "olhar para dentro"

É uma prática de reflexão criada por Yoshimoto Ishin e que se baseia em três poderosas perguntas que fazemos em relação a todos nossos relacionamentos.

O objetivo principal do Naikan é ver a realidade de forma mais objetiva, além dos limites de nossa percepção auto-centrada.


Naikan: olhando para dentro

(artigo publicado na revista Pais e Filhos)

Desde quando eu nasci, há mais de trinta anos, tenho sempre recebido uma bondade quase infinita de todos que me cercam e até mesmo de muitas pessoas distantes. Todos os dias recebo presentes de origens muito variadas. Alguns são mais fáceis de perceber e notar, talvez porque sejam mais inesperados. Mas a maioria deles demorei muito tempo para descobrir onde estavam. Apesar desta aparente ingratidão — na verdade, uma desatenção — os presentes continuam a chegar. É muito difícil contá-los, pois são muito numerosos, e alguns são sutis, discretos. Outros são grandes, importantes, e chegam com tamanha constância que passei a tomá-los como parte natural da minha vida — quase como “direitos meus”, coisas que me são devidas, sem as quais eu pareço ter todo o direito de me sentir injustiçado, indignado, prejudicado.
Tendo me tornado pai há pouco tempo, finalmente consegui entender de uma maneira mais concreta tudo o que meus próprios pais fizeram por mim. Quantas fraldas eles trocaram, dia após dia, quantas noites passaram sem dormir, quanto cuidado, quanto amor e até mesmo quanto dinheiro eles gastaram comigo! Eu nunca tinha pensado nisso antes. Para falar a verdade, algumas vezes cheguei a pensar: “Mas é normal os pais cuidarem dos filhos. Afinal, eu não pedi para nascer”. É claro, eu sempre soube que tive bons pais. Mas nunca tinha atentado tão claramente para o aspecto mais concreto e prático de tudo o que eles fizeram por mim, para todos os pequenos gestos, dia após dia.
A prática do Naikan é uma maneira específica de olhar a realidade, de ampliar nossa visão de realidade além de nossos limites habituais de percepção. Naikan é uma palavra japonesa que significa “olhar para dentro”. Esta prática, ainda bastante desconhecida no Brasil, surgiu no Japão nos anos 1940, criada por Yoshimoto Ishin, um praticante budista da linhagem Jodo-Shinshu. No Naikan, consideramos todos nossos relacionamentos refletindo principalmente de acordo com três perguntas: “O que eu recebi desta pessoa?”, “O que eu dei a esta pessoa?” e “Que inconvenientes eu causei a esta pessoa?”
Nosso objetivo é ver todas estas interações e principalmente nossa própria conduta de uma maneira mais realista e objetiva. Por exemplo, hoje nossa cozinheira preparou café-com-leite e um pão com manteiga para meu café-da-manhã. Ela comprou estes alimentos na padaria com dinheiro que minha esposa havia deixado na noite anterior. Logo cedo, vários funcionários da padaria, antes que eu despertasse, já estavam assando este pão. Estas são descrições simples e imediatas da realidade. A atitude ou motivação das pessoas ao fazerem tudo isso não muda o fato de que eu fui beneficiado por suas ações.
Um monge beneditino, David Steindl-Rast, disse: “Se você pensar bem, o que é que o mundo deve a você, no fundo? Tudo lhe é absolutamente dado. Até mesmo o fato de que você está aqui, vivo, é um presente. Você não se trouxe aqui por seu próprio esforço. Você não comprou esta vida. Como você chegou até aqui?”
No Naikan, refletimos sobre estas três questões de forma objetiva e detalhada, listando cada “pequena” ação de forma bastante específica. No geral, passamos o dia tão absortos em nossas próprias preocupações que nem notamos estas “pequenas” coisas que já tomamos como “naturais”. Mas quando estas coisas nos falham — quando não há energia elétrica ou água, ou o café da manhã com que estou acostumado — percebemos que estas “pequenas coisas” não são tão pequenas assim. É importante ser específico e não genérico ao refletir de acordo com o Naikan.
Naikan é acima de tudo uma forma de direcionar a atenção. Não buscamos deliberadamente produzir gratidão nem nenhuma emoção específica — apenas ver a realidade de forma mais objetiva. Mas através destas três perguntas, conseguimos ver coisas que não víamos antes. Se surge gratidão, isto é um produto natural de ver a realidade concreta e detalhada de tudo aquilo que recebemos.
Na verdade, tudo o que temos de fato nos é dado gratuitamente. Até mesmo o dinheiro com que compramos coisas, ou a oportunidade que temos de trabalhar. Através do Naikan, descobrimos que todas estas coisas são presentes que recebemos continuamente, e não direitos com os quais podemos contar apenas por termos nascido. E vemos também o impacto que nossas ações têm sobre os outros. Algo que descobrimos facilmente é que na prática é impossível dar mais do que recebemos. Por mais que nos esforcemos, a generosidade da vida sempre nos supera. Estamos sempre recebendo mais. E, ao perceber isto, encontramos muitas razões para felicidade e gratidão que já estão presentes em nossa vida. Com o tempo, nossa prática de Naikan vai se aprofundando e vamos vendo cada vez mais detalhes. Cada detalhe descoberto é mais uma razão de alegria — mais um presente escondido que descobrimos onde antes só víamos problemas e defeitos. Inclusive em nossos queridos pais, e em nossos queridos filhos! Praticar Naikan é como encontrar um tesouro escondido dentro de sua própria casa.

Otavio Lilla, pai de Gabriel, é estudioso e praticante das linhagens Zen e Dzogchen do Budismo, aluno de Monja Coen e Chögyal Namkhai Norbu Rinpoche. Após descobrir e experimentar a prática do Naikan, se tornou membro do ToDo Institute, que se dedica à divulgação de técnicas japonesas de viver bem, como Terapia Morita, Naikan e Constructive Living.







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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Ter 04 Jan 2011, 1:37 pm

vim aqui divulgar o trabalho de um Grande Médico amigo meu precisando é só entrar em contato.Ele atende 24hs por dia:

Médico cirurgião: Jesus Cristo
Graduação: Filho de Deus
Médico auxiliar: Espírito Santo
Sua experiência: Estados Impossíveis
Seu atendimento: Geral
Sua especialidade: Operar milagres e tudo que for impossível
Seu instrumento: Poder e Fé
Seu favor: Misericordioso e Graça
Livros publicados por Ele: A Bíblia
Doenças que cura: Todas
Preço do tratamento: Fidelidade e Confiança Nele
Sua garantia: Absoluta
Consultório: Teu Coração.

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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Dom 09 Jan 2011, 10:44 am






Introdução ao tipo de personalidade



Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro desperta. - C. G. Jung



Você sabe quem você realmente é? Reconhecer o seu tipo de personalidade poderá mudar para sempre a forma como você se vê e afetar todos os aspectos da sua vida. Descobrir o seu tipo de personalidade poderá ajuda-lo nos seus mais diversos relacionamentos - como no casamento, educação dos filhos ou ainda na escolha de uma carreira.

As pessoas apresentam uma grande variedade de comportamentos e formas diversas de ver o mundo. Embora as pessoas sejam únicas, você concordará que algumas pessoas têm muito em comum entre si. O grande psiquiatra Suíço C. G. Jung (1875 - 1961) desenvolveu uma das mais completas teorias para explicar a personalidade humana. Jung verificou que o comportamento humano não é aleatório e sim previsível e classificável. O que ele chamou de tipos psicológicos são padrões na forma como as pessoas percebem e tomam decisões. Na teoria de C. G. Jung, toda a atividade mental consciente pode ser classificada em quatro funções mentais - duas funções perceptivas (Sensação e Intuição) e duas funções julgadoras (Pensamento e Sentimento). O que chega até a consciência, a cada momento, chega ou através dos sentidos (Sensação) ou através da Intuição. Ainda segundo Jung, para permanecer na consciência as percepções precisam ser usadas. Elas então são usadas, classificadas, analisadas e avaliadas pelas funções julgadoras - Pensamento e Sentimento.

Jung não via as diferenças de comportamento como resultantes de desajustes psicológicos, anormalidades ou impulsos desproporcionados. Em vez disso, disse Jung, as diferenças de comportamento, que nos parecem tão óbvias, são o resultado de preferências individuais na utilização das diversas funções e atitudes mentais básicas. Estas preferências emergem cedo na vida, formando o alicerce das nossas personalidades. Ainda segundo Jung, tais preferências logo se tornam o centro de nossas atrações e aversões por pessoas, tarefas e eventos durante toda a vida. Tipos Psicológicos, o trabalho de Jung publicado em 1923, descreve brilhantemente as suas classificações. Entretanto, a menos que você seja um sério estudante de tipologia psicológica, o livro provavelmente não será atraente ao leitor leigo.

Katharine Cook Briggs (1875 - 1968) e sua filha, Isabel Briggs Myers (1897 - 1980) encontraram as idéias de Jung em 1923 e iniciaram duas décadas de observação dos tipos psicológicos. O objetivo delas era criar uma ferramenta que indicasse, validasse e desse um uso prático ao trabalho de C. G. Jung sobre os tipos psicológicos. Jung afirmava que havia três escalas de preferências e oito tipos de personalidades; Katharine Cook Briggs e Isabel Briggs Myers determinaram, baseadas em seus muitos anos de estudos, que havia quatro escalas de preferências e dezesseis tipos distintos de personalidades.

No início dos anos 40, Katharine Briggs e Isabel Briggs Myers começaram a desenvolver o Myers-Briggs Type Indicator ou MBTI®, o indicador de tipos psicológicos que, nos dias de hoje, tem sido utilizado por milhões de pessoas no mundo todo.

Como Isabel Briggs Myers determinou, e a experiência tem verificado seguidas vezes, existem dezesseis tipos de personalidades, e cada pessoa se ajusta a um deles. Isso não quer dizer que todas as pessoas não sejam únicas, pois elas certamente são. Cem pessoas do mesmo tipo de personalidade em uma sala seriam todas diferentes porque elas têm pais, genes, experiências, interesses diferentes e assim por diante. Mas elas também teriam muito em comum!

Todos os tipos de personalidades são igualmente valiosos, com aspectos inerentes positivos e negativos. Não existem tipos melhores ou piores, mais inteligentes ou menos inteligentes, mais saudáveis ou doentes. O conceito de tipo de personalidade, ou simplesmente tipo, tem sido usado rotineiramente nos negócios por gerentes para motivar os seus empregados, para desenvolver equipes de trabalho mais produtivas e melhorar a comunicação. O tipo tem sido também muito usado por orientadores e terapeutas para ajudar indivíduos, casais e famílias a se entenderem e se comunicarem melhor. Centenas encontraram no tipo de personalidade uma forma inestimável de fazer melhores escolhas profissionais. E essas são apenas algumas das suas aplicações!


O vídeo a seguir apresenta os conceitos básicos do Myers-Briggs Type Indicator ou MBTI®



http://sites.mpc.com.br/negreiros/



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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Sex 14 Jan 2011, 1:45 pm




Um final de semana pleno!
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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Qua 19 Jan 2011, 1:01 pm

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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Qui 20 Jan 2011, 1:51 pm

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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Dom 30 Jan 2011, 1:22 pm

O que é Psicoterapia Analítica Funcional?
Neste post, transcrevo uma parte do primeiro capítulo do livro sobre PAF publicado em 2009, traduzido por mim. Gostaria de lembrar que a lei brasileira esclarece que a pubicação em mídia de partes de artigos informativos não consitutui ofensa aos direitos autorais desde que mencionadas as fontes da publicação e o nome do autor.

Por começar a ler este livro, imaginamos que você esteja intelectualmente curioso e ansioso para ampliar suas habilidades terapêuticas. Você já deve ter experiência em utilizar Psicoterapia Analítica Funcional (PAF) e agora busca por um aprofundamento, ou este pode ser apenas o seu primeiro contato. Se você não tem certeza do que a PAF se trata, deve estar esperando por uma definição comportamental precisa, ou deve estar procurando por uma resposta que fale com você de forma mais intuitiva. Este livro foi concebido de forma consistente com a abordagem comportamental, porém acreditamos que não exista uma intervenção terapêutica ou uma teoria básica que seja absoluta, contextualmente independente ou “melhor” por definição. Aliás, o “melhor” sempre depende do que alguém quer alcançar. A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.

1) Uma cliente

Uma cliente vinha lutando contra os sintomas de Transtorno de Estresse Pós Traumático em seguidas experiências negativas com profissionais de saúde renomados. Consistentemente com a literatura sobre TEPT, ela possuía uma vulnerabilidade anterior que explicava a intensidade incomum e a severidade dos seus sintomas. Sua história incluía abandono na infância, falta de cuidado pelas pessoas em quem confiava e a morte de familiares próximos. Segue uma transcrição retirada de um e-mail no qual ela descreve as reações à sessão de terapia com RJK realizada poucos dias antes.

Você sempre pede por associações livres e esta manhã eu acordei às 6:30 farta disso. Então, aqui vai. Por que, eu fico me perguntando, você [RJK] insiste tanto neste caminho ‘perverso’, onde primeiro me encoraja a me apegar a você (ostensivamente), ao mesmo tempo que fica falando sobre o encerramento de nossa terapia e, suponho, sobre outros encerramentos também? Em que tipo de trégua impensável, eu ainda fico imaginando, Freud e os Behavioristas se sentariam na mesma mesa para tomar chá? Bem, me ocorreu que você esteja utilizando apego terapêutico/transferência na terapia de dessensibilização/exposição. Você está me pedindo para permanecer, uma e outra vez, sobre a ponte da minha zona de conforto, onde uma pessoa está “conscientemente” apegada, confiando em você, sendo eu mesma de verdade, amortecendo nosso encerramento, a cada vez que me deleito com nossas sessões. ‘Terapia de Exposição Transferencial’, hein?

2) Um estudante de graduação

A PAF me impele a me esticar e crescer, a ser teoricamente consistente e consistente com valores em todos os aspectos da minha vida. A PAF me desafia a ver a terapia pelos olhos do cliente, a me comprometer com a auto-introspecção e a analisar cuidadosamente a mim mesmo e as minhas interações.

3) Um terapeuta cognitivo-comportamental

Aprender sobre como ‘estar’ em uma relação terapêutica tem sido um das mais valiosas idéias que a PAF tem me dado para ‘levar pra casa’. Agora eu acho que a maior parte do tempo que trabalho com um cliente, estou consciente do meu ‘ser’ e me concentro com a finalidade de estar plenamente presente – o que tem se mostrado um processo poderoso, mesmo quando desconfortável. Tenho sido impactado de forma profunda, tanto profissionalmente como pessoalmente. Estou muito mais alerta aos meus padrões de esquiva. Tenho me aproximado do desejo de conectar o meu eu pessoal ao eu profissional de forma mais real, mais humana e mais presente. Aprender PAF tem sido uma força curativa e crescente na minha vida e a tem enriquecido imensamente. Esta experiência está sendo renovadora.

4) Um terapeuta comportamental-dialético

PAF se trata de viver plenamente enquanto se experimenta emoções, aceitando tantos riscos quanto nossos pacientes, ansiando por transformar o mundo, buscando alívio para o sofrimento enquanto seguimos em direção ao amor e à capacidade de amar. Eu realmente gosto desta combinação de criatividade, expansão de fronteiras, intensidade, encontros existenciais e uma técnica terapêutica poderosa.

5) Co-autor do livro

A PAF é uma psicoterapia interpessoalmente orientada destinada a aliviar os problemas do cliente que trata fundamentalmente de relações humanas. O sofrimento humano pode acontecer na presença ou na ausência de pessoas. Ainda que a dor emocional sentida pelos clientes venha da falta de conexões significativas. O que faz a PAF única é o uso de princípios comportamentais básicos, como modelagem contingente e o uso do reforçamento na sessão de terapia. O coração da PAF é a hipótese de que o mecanismo de mudança na clínica se dá pelo responder contingente do terapeuta ao problema do cliente, ao vivo, na sessão, enquanto ele ocorre.

6) Co-autor do livro

A PAF utiliza princípios comportamentais para criar um espaço sagrado repleto de consciência, coragem e amor, onde a relação terapêutica é o veiculo primário para a cura e a transformação do cliente. A PAF modela a eficácia interpessoal nutrindo as habilidades do cliente de falar e agir de modo sensível às suas verdades e dons, de dedicar-se à intimidade e de dar e receber amor em plenitude.

Nós originalmente desenvolvemos a PAF (Kolenberg & Tsai, 1991) para explicar porque alguns de nossos clientes que recebiam a TCC padrão demonstravam uma transformação rápida e marcante em suas vidas, muito além daquilo que normalmente era esperado para o tratamento. Cada um destes casos inesquecíveis envolveu a ocorrência natural, e particularmente intensa, de uma relação terapeuta-cliente envolvente e emocional. Nós procuramos explicar tais relações terapeuta-cliente por meio de uma análise behaviorista radical (Skinner, 1945, 1953, 1957, 1974) do processo psicoterapêutico, realçada na história de cada caso.

Certamente, a noção de que a relação terapeuta-cliente ocupa um papel central na produção de mudança é inerente à literatura de psicoterapia e possui um suporte empírico considerável (veja o Capítulo 2). Nossa intenção ao utilizar os conceitos behavioristas radicais no entendimento deste fenômeno era prover uma nova perspectiva sobre a forma como a relação terapeuta-cliente contribui para os ganhos terapêuticos. Nós utilizamos uma abordagem “de cima para baixo”, que começava pelas observações clínicas de intervenções terapêuticas e seus efeitos, para então utilizar os conceitos comportamentais na explicação de tais efeitos. Nós também utilizamos uma abordagem “de baixo para cima”, aplicando conceitos comportamentais juntamente com contribuições experimentais e teóricas para informar, modelar e refinar as intervenções terapêuticas. A PAF que é praticada hoje reflete mais de duas décadas deste processo interativo.

Uma vantagem central da abordagem comportamental incorporada à PAF é que ela realça mecanismos hipotéticos de mudança que, por sua vez, podem ser utilizados em manuais de tratamento específicos que são facilmente ensináveis. Os conceitos e definições comportamentais permitem que os terapeutas disponham de um amplo leque de mecanismos terapêuticos significativos, tais como ‘coragem’, ‘amor terapêutico’, e ‘criação de um espaço sagrado’ (veja Capítulo 4), o que em geral não é feito nas terapias cognitivo-comportamentais. Trazer esta coragem e este amor pra dentro da relação com os clientes é um processo difícil que faz com que os terapeutas rumem em direção às pontes de suas zonas de conforto – o que freqüentemente evoca esquiva emocional. Nós também escolhemos o behaviorismo para facilitar com que os terapeutas aceitassem riscos de forma responsável e ética em benefício de seus clientes.

Autores: Robert J. Kohlenberg, Mavis Tsai e Jonathan W. Kanter
Fonte: Tsai, M; Kohlenberg, R. J.; Jonathan, W. K.; Kohlenberg, B.; Follette, W. & Callaghan, G. M. A Guide to Functional Analytic Psychoterapy. Awareness, courage, love and behaviorism. New York: Springer.
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Grazyela

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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Qua 02 Mar 2011, 11:52 am

Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética na América Latina e criador da Medicina Sintergética.


Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?

A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

A Saúde e as Emoções.
Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.
Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração, e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida.
Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.
Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando a traz em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é acender o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: Cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: Cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: Ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso? O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.
Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo.Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.
Fonte: http://www.sintergeticabrasil.com
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Re: Looking inside

Mensagem  Grazyela em Qua 25 Maio 2011, 2:10 pm






E por aí vai, tem a continuação ali nas sugestões do Youtube.

Bjo.
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