O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

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O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  ode marina em Seg 01 Nov 2010, 3:26 pm

Boa Tarde a Todos!

A abertura deste tópico visa trazer à reflexão algumas atitudes que uma vez adotadas, melhora a qualidade de vida não só de si, mas das pessoas ao seu redor.
É uma continuação de PEQUENOS ATOS, GRANDES MUDANÇAS.
Ao observarmos a importância de se ESCOLHER como reagir no cotidiano, podemos a partir de uma postura preventiva evitar uma série de transtornos e atrasos na busca de resultados melhores em nossa vida.
Convido a todos a colaborarem com textos de reflexão, dicas, receitas diversas (não só as de comer...), idéias criativas, etc. dentro do proposto.
Pois parece que estamos entrando numa fase em que mais do que nunca a humanidade deve se aperfeiçoar. Começando por si, sempre. O que acontece ao redor, como nos atinge, é consequência!
Abraços,
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Re:O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  Convidad em Seg 01 Nov 2010, 3:32 pm

Opa!! Vamos nessa com certeza...


Beijos!!

ode marina escreveu:Boa Tarde a Todos!

A abertura deste tópico visa trazer à reflexão algumas atitudes que uma vez adotadas, melhora a qualidade de vida não só de si, mas das pessoas ao seu redor.
É uma continuação de PEQUENOS ATOS, GRANDES MUDANÇAS.
Ao observarmos a importância de se ESCOLHER como reagir no cotidiano, podemos a partir de uma postura preventiva evitar uma série de transtornos e atrasos na busca de resultados melhores em nossa vida.
Convido a todos a colaborarem com textos de reflexão, dicas, receitas diversas (não só as de comer...), idéias criativas, etc. dentro do proposto.
Pois parece que estamos entrando numa fase em que mais do que nunca a humanidade deve se aperfeiçoar. Começando por si, sempre. O que acontece ao redor, como nos atinge, é consequência!
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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  mmartins em Seg 01 Nov 2010, 3:50 pm

Eu não quero mais falar de livros que já li ou re-li, quero lhes dizer que assim acontece comigo:

Quando vou fazer algo, qualquer coisa mesmo, analiso como anda meu coração, depois bejo se aquela atitude vai me fazer "feliz" e fazer também "feliz" o(s) outro(s) envolvido(s).

isso é tão fácil de ser feito, que as vezes sou teimoso e faço bobagens.

Como a situação Planetária atual, para nós o AMOR está se tornando visível, é necessário que mais e mais pessoas se alinhem com o SER que vive em cada UM, que na verdade somos nós mesmos.

Um dia chegará, que nosso livre-arbítrio será transcendido.

Aliás, a Ode como alguns por aqui, acompanharam minha caminhada e sabem de como é meu AMOR pela CRIAÇÃO e por TODOS.
PAZ
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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  ode marina em Seg 01 Nov 2010, 3:58 pm

Conto com suas postagens, Raio de Luar, sempre bem escolhidas!

Néfes, chega um tempo que, após a gente absorver tanto daquilo que lemos nos livros, temos que projetar no cotidiano o que realmente assimilou. Vc tem razão, ligando tudo está o amor; sem esta "cola" tudo fica fragmentado.

Acredito que podemos colocar este amor em ação RESPEITANDO todos os seres que habitam o planeta.

Grata pelos comentários!
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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  ode marina em Sab 06 Nov 2010, 6:23 pm

Boa Tarde a Todos!!
Há dias estou tentando continuar as postagens, mas para variar, estou enrolada com o tempo... Não que tenha dificuldade em administrá-lo, o problema é sempre querer fazer mais do que o espaço-tempo permite!
Trouxe um texto de Rubens Alves, espero que gostem. Quem já leu, é sempre bom recordar.
Abraços, um ótimo final de semana!
Ode Marina



A complicada arte de ver

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões _é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles...Tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral da catedral gótica.
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa _garrafa, prato, facão_ era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas _e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso _porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver_ eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...

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DESCUBRA A SUA IDADE INTERIOR!

Mensagem  ode marina em Sex 12 Nov 2010, 5:20 pm

Boa Noite!
Agora vamos para "a vida que se tem, a vida que se quer"... assim, numa avaliação divertida, podemos melhorar nossa condição que acaba refletindo ao redor!
É só entrar no site pelo link:


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Viver é a arte de superar desafios

Mensagem  rosiana em Seg 15 Nov 2010, 12:14 am

Olá pessoal, trouxe uma contribuição pro tópico de um texto que na verdade se trata de um
desafio e exercício para todos nós enquanto humanidade, já que estamos com um pé na Era de Aquário. bounce Basketball

Bjos e bom feriado!


Há alguns anos, participando de uma palestra, assisti esse vídeo Arrow
http://astrologiaeradeaquario.blogspot.com/search/label/Astrologia%20na%20era%20de%20aqu%C3%A1rio%20-%20Viver%20%C3%A9%20a%20arte%20de%20superar%20desafios que continua atualizado para essa nova era de mudanças e transformações e que transcrevo:


Parece que nos encontramos novamente falando da grande e fantástica evolução humana. É incrível e ao mesmo tempo estranho que toda vez que nos deparamos com tudo isso, temos a sensação de que essa é uma história que não nos diz respeito. Às vezes parece que somos meros expectadores diante de todas essas incríveis e maravilhosas transformações.

A única certeza que temos é para se viver nesse novo mundo que está surgindo será preciso mudar radicalmente nossas atitudes, nosso modo de agir, nosso modo de pensar, temos que transformar limitações em ousadia, sonhos em ações, derrotas em vitórias, dificuldades em oportunidades, lágrimas em sorrisos, saudade em alegria, dúvidas em certeza, medo em coragem, ódio em amor.

Será preciso que os nossos olhos aprendam a ver o mundo de uma forma diferente. Mais do que enxergar as mudanças será preciso senti-las com a alma e com o coração, muito acima da nossa própria razão. Tudo isso tem um nome - é o poder da visão - o poder de sonhar com aquilo que ainda não existe. O poder de criar algo que nunca ninguém pensou antes. O poder de chegar aonde só os nossos pensamentos ousaram chegar. E esse sentimento que queremos que cada um, ao seu modo e ao seu tempo, descubra dentro de si.

Tempo, mais uma vez estamos diante deste insensível carrasco. Por isso é preciso encurtar o tempo, para se fazer as coisas, para se aprender, para se desenvolver, para se viver intensamente. Você já se deu conta que muitas vezes deixamos de perceber o real significado da nossa própria existência. Toda essa correria maluca do mundo moderno tem vendado os nossos olhos para observar e compreender as coisas mais simples. E são nessas coisas tão simples e tão singelas que se escondem toda a essência do Universo.

É na imaginação livre de uma criança que as fantasias se transformam em realidade. É nas asas leves dos pássaros que está guardado o segredo de voar. É na fragilidade das flores que está o perfume, a beleza que adoça o nosso espírito. É na rudeza da terra que se transformam sementes em frutos. É nas ondas invisíveis dos satélites que se transmite uma nova forma das pessoas se comunicarem, numa linguagem universal. É no ranger obscuro e frenético dos carros e dos aviões que se encurtam as distâncias. É nas teclas mágicas dos computadores e nos chips cada vez mais rápidos que surge um mundo incrível de elementos virtuais. E é principalmente na paixão pela vida que renasce a certeza de um novo amanhã.

O homem já ultrapassou os limites do nosso planeta, alcançou as estrelas e ruma cada vez mais em direção rumo ao antes da nossa própria nave. Iremos tentar desvendar um pouco de um mundo grandioso e fantástico, ao mesmo tempo tão próximo e tão distante. É isso mesmo: cada um de nós é um universo a ser desvendado, cada um de nós traz dentro si toda a sabedoria que só as mãos hábeis de um Deus foram capazes de criar. É preciso aprender a usar essa força, muitas vezes adormecida dentro do nosso coração e da nossa mente.

Pare por um instante e olhe atentamente ao seu redor. Volte o seu olhar para dentro de si mesmo e se pergunte: O que realmente eu tenho feito para ser melhor? para ser diferente? como tenho encarado meus planos e objetivos? Será que eu também não tenho sido um mero expectador da minha própria vida?

O poder da visão nada mais é do que a capacidade de sonhar; é a alegria de viver, é a vontade de aprender, é a paciência e o carinho de ensinar. É a capacidade de compreender as falhas humanas, e é principalmente o sentimento sincero de carinho, de respeito e de amor para com o seu semelhante. Tudo isso é o poder da visão. Um poder que cada um de nós, com o passar do tempo, tem tido mais ao alcance das mãos. Esse mundo em que vivemos tem várias faces, vários rostos, vários credos, vários costumes, mas o sentimento de amor é um só. Um sentimento único que resiste, apesar das guerras, das injustiças, apesar do egoísmo e da hipocrisia de muitos.

E é esse sentimento que irá nos mostrar o caminho mais seguro para uma sociedade mais justa, mais humana. Um dia, os sonhos mais verdadeiros de todos os seres humanos irão se juntar ao sonho de muitos outros sonhadores que já se foram, liberando uma corrente de energia tão forte e tão intensa que será capaz de transformar nosso planeta num lugar em que todos possam encontrar a sua felicidade. Mais do que nunca acreditamos que o caminho para que tudo isso se torne realidade está no desenvolvimento das pessoas, na sua preparação, na sua cultura, no seu compromisso para com a qualidade.

O que desejamos de verdade, é um mundo onde possamos dividir progresso e não miséria. Para que isso comece a acontecer precisamos de pessoas com um perfil diferente. Pessoas que não se conformem com coisas mal feitas. Pessoas que não se intimidem diante das crises e das dificuldades. Pessoas que se utilizem da criatividade, da compreensão, da humildade, da perseverança, da motivação, do espírito de liderança e principalmente do amor. E é nesse sentimento que está à chave para se adentrar nesse novo mundo não como um mero expectador impotente diante de todas essas transformações, pelo contrário, você pode ser um dos personagens principais dessa maravilhosa peça a ser encenada chamada:

" EXISTÊNCIA ".


O poder da visão está em se plantar sementes de sonhos no fértil solo da esperança. Por que não começar a partir de agora a semear com muito, mas com muito carinho, essa frágil e delicada semente que é a nossa própria vida.
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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  Maria Elisa em Seg 15 Nov 2010, 3:44 pm

Olá...

Ontem estava lendo esse texto sobre Você é o mundo, de Osho.
Vou colocar só um trecho para não ficar cansativo de ler.

"Você é o mundo."

(....)

"Seja lá o que venha para você, lembre-se, é o seu fazer.
Talvez você tenha se esquecido quando começou. O mundo é grande, leva tempo.
Mas tudo volta à sua fonte — essa é uma das regras fundamentais da vida, não a regra de um jogo.
Então, se estiver sofrendo, se estiver miserável, se estiver tenso, cheio de ansiedades, angústia, não apenas se console dizendo que este mundo é feio, que todos os demais são feios, que você é uma vítima.

J. Krishnamurti está dizendo que você não é uma vítima, você é um criador deste mundo insano; naturalmente, você tem de participar no resultado de seja lá o que for que tenha contribuído.
Você está participando em jogar as sementes, estará participando ao colher a colheita também; você não pode escapar.

Para tornar o indivíduo ciente, de forma que ele pare de jogar a responsabilidade nos outros — do contrário, ele começa a olhar para dentro para ver de que maneira ele está contribuindo para toda essa loucura — existe uma possibilidade de que ele possa parar de contribuir. Porque ele tem de sofrer também. Se ele vem a saber que todo o mundo não é nada mais do que a sua projeção numa escala maior... Porque milhões de indivíduos contribuíram com a mesma raiva, a mesma competitividade, a mesma violência, ela se tornou gigantesca.

Você não pode conceber que tenha sido responsável por isso: "Eu posso ter contribuído apenas com uma pequena parte..."
Mas um oceano não é nada mais do que milhões e milhões de gotas. Uma gota não pode pensar que é responsável pelo oceano — mas a gota é responsável. Sem a gota não haveria oceano de maneira alguma. O oceano é apenas um nome; a realidade está na gota.

Aceitar a sua responsabilidade irá transformá-lo e a sua transformação é o começo da transformação do mundo — porque você é o mundo.
Seja lá o quão pequeno for, um mundo em miniatura, mas você carrega todas as sementes.

Se a revolução acontece em você, ela carrega a revolução para o mundo todo.

E quando J. Krishnamurti diz "Você é o mundo" ele não está dizendo apenas para você, está dizendo para todo mundo: Você é o mundo.
Se você quiser mudar o mundo, não comece mudando o mundo — essa é a maneira errada que a humanidade tem seguido até agora: Mude a sociedade, mude a estrutura econômica. Mude isso, mude aquilo. Mas não mude o indivíduo. Essa é a razão pela qual todas as revoluções falharam. Somente uma revolução pode ser bem sucedida, o que não foi tentado até agora — e essa é a revolução do indivíduo.

Mude você mesmo. Esteja alerta para não contribuir com qualquer coisa que torne o mundo um inferno. E lembre-se de contribuir com alguma coisa para o mundo que o torne um paraíso.
Esse é todo o segredo de uma pessoa religiosa. E se todas as pessoas começam a fazer isso, haverá uma revolução sem qualquer derramamento de sangue."

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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  neferis em Seg 15 Nov 2010, 9:07 pm

Meus queridos amigos.
Estava pensando no tema sobre o mundo que se quer. Veio-me a ideia do problema populacional do mundo e sua má distribuição.
Mentalmente perguntei a Deus como se resolveria tal situação se quiséssemos ajustar isso de acordo com a sabedoria. Sabe o que o PAI me respondeu?
Mostrou-me o mar em toda sua vastidão. Querendo me dizer que só não há espaço para abrigar seus filhos quando os olhos deixam de ver os problemas com o amor que se tem no coração.

Assim deixei minha mente imaginar que um dia grandes veios populacionais seriam implantados nos oceanos porque a melhor forma de contribuição é a visão do amor para a solução de todos os problemas.
Deus é Grande!
Esta na hora do homem ouvir os seus conselhos. Esse é o mundo que "ELE" quer.
Muita paz em vossos corações.
Com amor,
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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  mmartins em Qua 17 Nov 2010, 12:10 pm

Fadinha,

Fantastico este texto.
A gota é responsável, lindo, maravilhoso, arrepiante.

Essa é a filosofia do Hooponopono, voce é responsável, mue a voce, não tente mudar o mundo.
Essa é a filsofia e Tolle, escerev muito de Murti.
Essa é a verdadeira VERDADE, voce é a GORA e TUDO, Tudo vem de voce e tudo volta para voce.

Nsosa, esse texto foi 100000000000000000000000 infinito.

PAZ
NQ


Maria Elisa escreveu:Olá...

Ontem estava lendo esse texto sobre Você é o mundo, de Osho.
Vou colocar só um trecho para não ficar cansativo de ler.

"Você é o mundo."

(....)

"Seja lá o que venha para você, lembre-se, é o seu fazer.
Talvez você tenha se esquecido quando começou. O mundo é grande, leva tempo.
Mas tudo volta à sua fonte — essa é uma das regras fundamentais da vida, não a regra de um jogo.
Então, se estiver sofrendo, se estiver miserável, se estiver tenso, cheio de ansiedades, angústia, não apenas se console dizendo que este mundo é feio, que todos os demais são feios, que você é uma vítima.

J. Krishnamurti está dizendo que você não é uma vítima, você é um criador deste mundo insano; naturalmente, você tem de participar no resultado de seja lá o que for que tenha contribuído.
Você está participando em jogar as sementes, estará participando ao colher a colheita também; você não pode escapar.

Para tornar o indivíduo ciente, de forma que ele pare de jogar a responsabilidade nos outros — do contrário, ele começa a olhar para dentro para ver de que maneira ele está contribuindo para toda essa loucura — existe uma possibilidade de que ele possa parar de contribuir. Porque ele tem de sofrer também. Se ele vem a saber que todo o mundo não é nada mais do que a sua projeção numa escala maior... Porque milhões de indivíduos contribuíram com a mesma raiva, a mesma competitividade, a mesma violência, ela se tornou gigantesca.

Você não pode conceber que tenha sido responsável por isso: "Eu posso ter contribuído apenas com uma pequena parte..."
Mas um oceano não é nada mais do que milhões e milhões de gotas. Uma gota não pode pensar que é responsável pelo oceano — mas a gota é responsável. Sem a gota não haveria oceano de maneira alguma. O oceano é apenas um nome; a realidade está na gota.

Aceitar a sua responsabilidade irá transformá-lo e a sua transformação é o começo da transformação do mundo — porque você é o mundo.
Seja lá o quão pequeno for, um mundo em miniatura, mas você carrega todas as sementes.

Se a revolução acontece em você, ela carrega a revolução para o mundo todo.

E quando J. Krishnamurti diz "Você é o mundo" ele não está dizendo apenas para você, está dizendo para todo mundo: Você é o mundo.
Se você quiser mudar o mundo, não comece mudando o mundo — essa é a maneira errada que a humanidade tem seguido até agora: Mude a sociedade, mude a estrutura econômica. Mude isso, mude aquilo. Mas não mude o indivíduo. Essa é a razão pela qual todas as revoluções falharam. Somente uma revolução pode ser bem sucedida, o que não foi tentado até agora — e essa é a revolução do indivíduo.

Mude você mesmo. Esteja alerta para não contribuir com qualquer coisa que torne o mundo um inferno. E lembre-se de contribuir com alguma coisa para o mundo que o torne um paraíso.
Esse é todo o segredo de uma pessoa religiosa. E se todas as pessoas começam a fazer isso, haverá uma revolução sem qualquer derramamento de sangue."

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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  Maria Elisa em Qua 17 Nov 2010, 10:04 pm

Néfes...

Eu também fiquei impressionada com esse trecho do texto que fala da gota no oceano... na interpretação de Osho sobre a frase de J. Krishnamurti: "Você é o mundo".
Foi uma comparação muito feliz.
Uma vez li uma consideração, um pensamento, de Trigueirinho em uma entrevista, sobre a crença que algumas pessoas tem de que vamos nos dissolver em Deus como uma gota se dissolve no oceano. Nunca esqueci.
Trigueirinho disse: "tenho a esperança que o oceano (Deus) entre na gota."
Eu também.

Néfes, como você gostou, vou colocar aqui o texto inteiro.
É muito bom mesmo para quem gosta de temas profundos.

fadinha


"Você é o mundo."

Esta é uma das colocações de Krishnamurti que causam confusão. Osho, Você poderia dizer algo sobre isso?

A colocação de J. Krishnamurti de que "Você é o mundo" não é confusa de maneira alguma. É muito simples; é necessário apenas uma pequena inteligência para compreendê-la.

Podemos tentar abordar a colocação a partir de muitas diferentes direções. O mundo é apenas um nome; o indivíduo é a realidade. Você pode continuar tentando encontrar o mundo em toda parte e não irá encontrá-lo; você sempre encontrará o indivíduo.
Palavras como o "mundo," a "sociedade," a "religião," a "nação," são meras palavras sem nenhum conteúdo por trás delas — caixas vazias.
Exceto você, não existe mundo.
Essa é uma maneira de compreender a colocação: que o indivíduo é a única realidade. E o mundo não é nada mais do que a coletividade de indivíduos, então, seja lá o que for, é uma contribuição de indivíduos. Se for feio, você contribuiu para a feiúra. Se estiver cheio de ódio, inveja, raiva, ambição, cobiça, você contribuiu para todo este inferno no qual estamos vivendo. Você não pode jogar a responsabilidade em alguém mais; você tem de aceitar a responsabilidade sobre os seus próprios ombros.
Esta é outra maneira de compreender a colocação "Você é o mundo."
Estamos continuamente passando a responsabilidade adiante. Se existe guerra, se existe um Adolf Hitler, um Ronald Reagan, torna-se fácil para nós apontar para essas pessoas e dizer que elas são responsáveis. Mas quem as cria?
Adolf Hitler é nossa contribuição. Sem nós, ele é um ninguém. Ronald Reagan não é nada além da nossa opinião. É o nosso voto, é o nosso apoio.
Então, no momento em que você condena alguém, lembre-se: você está condenando a si mesmo. Seja lá o quão indireta seja a sua contribuição, ela existe.
É possível viver como um monge jaina ou um monge budista ou um monge católico num mosteiro, completamente fechado no que concerne ao mundo. Existem mosteiros no Tibet...havia muitos na China antes da revolução comunista. Existem alguns na Europa com uma longa e estranha história. O mosteiro em Athos, na Europa, tem mil anos de existência. Em mil anos, seja quem for que tenha entrado no mosteiro, não saiu vivo. Você apenas entra: uma vez monge, monge para sempre. E o mosteiro não permite que os seus ocupantes saiam para o mundo; são trazidos para fora apenas quando estão mortos.
Você acha que eles não são responsáveis por Adolf Hitler? Eles não são responsáveis por guerras mundiais? Aparentemente não... Como se pode responsabilizar essas pessoas? — que deixaram o mundo, que nunca olharam para trás, que se desconectaram do mundo.
Mas, ainda assim, eu lhes digo que eles são responsáveis. São responsáveis por escapar — eles escaparam da sua responsabilidade. Não faz qualquer diferença.
Os monges budistas, os monges jaina, os monges hindus não participam das atividades mundanas. Mas você pode contribuir de uma maneira positiva ou você pode contribuir de uma maneira negativa.
Você pode colocar fogo nessa casa — essa é a maneira positiva, a maneira ativa. Você pode ficar ao lado, de pé, na rua e não fazer nada para apagar o fogo — essa é a maneira negativa. Mas ambas são responsáveis.
A pessoa negativa não parece tão responsável, mas a sua responsabilidade é absolutamente igual — porque existe um equilíbrio na vida.
Você pode ser contra a guerra, pode ser um pacifista, pode ser um manifestante crônico — sempre com uma bandeira protestando contra a guerra, contra a violência. Naturalmente, você pode dizer, "Como posso ser responsabilizado?" Mas a vida é um fenômeno complexo. Os seus protestos, o seu pacifismo, a sua luta contra a guerra ainda é parte da guerra; você não é um homem de paz. E você pode observar isso quando as pessoas protestam — a sua raiva, a sua violência é tão óbvia que a gente pensa por que essas pessoas estão protestando contra a guerra. Elas deveriam se juntar a algum lado da guerra — elas estão cheias de raiva, ódio. Elas simplesmente escolheram ter um terceiro lado atrás de um nome bonito — "paz."
Uma boa máscara, mas por dentro está a mesma raiva, o mesmo ódio, a mesma violência, a mesma destrutividade contra qualquer pessoa que não concorda com elas.
Elas estão contribuindo com tanta violência para a atmosfera quanto qualquer outra pessoa.
Elas podem estar falando de amor mas estão dizendo também que você tem de lutar por amor.
Maomé tinha palavras escritas na sua espada dizendo "a paz é a minha mensagem." Ele só pode encontrar uma espada para escrever "a paz é a minha mensagem!" E ele deu origem a uma religião que chamou de "Islã." Islã quer dizer paz e o Islã criou mais violência no mundo do que qualquer outra religião. Em nome da paz, na ponta de uma espada, o Islã tem matado, convertido milhões de pessoas.
Você pode escolher bonitas palavras mas não pode esconder a realidade.
A colocação de J. Krishnamurti de que "Você é o mundo" simplesmente enfatiza o fato de que todo indivíduo, onde quer que esteja, seja lá o que for que faça, deve aceitar a responsabilidade de criar esse mundo que existe ao nosso redor.
Se ele é insano, você contribuiu para essa insanidade da sua própria maneira. Se ele é doente, você também é um parceiro em torná-lo doente. E a ênfase é importante — porque a menos que você compreenda que "eu também sou responsável por esse mundo insano e miserável,"
não existe possibilidade de mudança. Quem vai mudar? Todo mundo acha que alguém mais é responsável.
Um dos maiores imperadores da Índia foi Akbar. Existe um incidente na sua vida registrado no Akbar Namaz — "a biografia de Akbar." Um dia ele estava conversando com seus amigos... E havia ao redor dele as melhores pessoas, mais sábias, mais criativas, escolhidas de todas as
partes do país. O seu bufão estava parado ao lado. Por falar nisso, você devia saber disso: em todas as cortes de todos os grandes imperadores, existia um bufão cuja única função era evitar que a corte se tornasse séria demais, manter a corte leve, brincalhona — de vez em quando, uma explosão de risadas.
Era uma grande percepção ter um bufão e ele costumava ser uma das pessoas mais sábias daqueles dias — porque não era um fenômeno fácil.
Birbal era o bufão de Akbar. E enquanto eles estavam conversando, Akbar deu um tapa na cara de Birbal — absolutamente sem razão alguma. Mas você não pode bater num imperador, mas o tapa tinha que ir para algum lugar — então, ele bateu na pessoa que estava próxima dele.
Todo mundo pensou, "Isso é estranho!" Em primeiro lugar, não havia razão alguma. De repente, como se uma loucura tivesse possuído Akbar, ele bateu no pobre Birbal. E esse homem também era estranho. Ao invés de perguntar, "Por que você me bateu?" ele simplesmente bateu no homem que estava de pé ao seu lado!
E este homem, talvez pensando que essa era a regra da corte, bateu na pessoa seguinte. Isso foi por toda a corte em cadeia.
E você se surpreenderá: naquela noite, a esposa de Akbar bateu nele! E ele disse, "Por que você está me batendo?"
Ela disse, "Não é essa a questão; um jogo é um jogo."
Ele disse, "Quem lhe disse que isso é um jogo?"
Ela disse, "Temos ouvido durante o dia todo que começou um grande jogo na corte. A única regra é que você não pode bater de volta na pessoa, que você tem de encontrar outra pessoa para bater. E alguém me bateu — então o seu tapa voltou para você, o jogo terminou!" Neste mundo grande, milhares de jogos insanos estão sendo jogados e todos vocês são participantes — é claro, em situações muito pequenas, de acordo com a sua capacidade. Mas lembre-se, o tapa voltará a você mais cedo ou mais tarde. Para onde mais ele irá?
Seja lá o que venha para você, lembre-se, é o seu fazer. Talvez você tenha se esquecido quando começou. O mundo é grande, leva tempo. Mas tudo volta à sua fonte — essa é uma das regras fundamentais da vida, não a regra de um jogo.
Então, se estiver sofrendo, se estiver miserável, se estiver tenso, cheio de ansiedades, angústia, não apenas se console dizendo que este mundo é feio, que todos os demais são feios, que você é uma vítima.
J. Krishnamurti está dizendo que você não é uma vítima, você é um criador deste mundo insano; naturalmente, você tem de participar no resultado de seja lá o que for que tenha contribuído. Você está participando em jogar as sementes, estará participando ao colher a colheita também; você não pode escapar.
Para tornar o indivíduo ciente, de forma que ele pare de jogar a responsabilidade nos outros — do contrário, ele começa a olhar para dentro para ver de que maneira ele está contribuindo para toda essa loucura — existe uma possibilidade de que ele possa parar de contribuir. Porque ele tem de sofrer também. Se ele vem a saber que todo o mundo não é nada mais do que a sua projeção numa escala maior... Porque milhões de indivíduos contribuíram com a mesma raiva, a mesma competitividade, a mesma violência, ela se tornou gigantesca. Você não pode conceber que tenha sido responsável por isso: "Eu posso ter contribuído apenas com uma pequena parte..." Mas um oceano não é nada mais do que milhões e milhões de gotas. Uma gota não pode pensar que é responsável pelo oceano — mas a gota é responsável. Sem a gota não haveria oceano de maneira alguma. O oceano é apenas um nome; a realidade está na gota.
Aceitar a sua responsabilidade irá transformá-lo e a sua transformação é o começo da transformação do mundo — porque você é o mundo. Seja lá o quão pequeno for, um mundo em miniatura, mas você carrega todas as sementes.
Se a revolução acontece em você, ela carrega a revolução para o mundo todo.
E quando J. Krishnamurti diz "Você é o mundo" ele não está dizendo apenas para você, está dizendo para todo mundo: Você é o mundo. Se você quiser mudar o mundo, não comece mudando o mundo — essa é a maneira errada que a humanidade tem seguido até agora: Mude a sociedade, mude a estrutura econômica. Mude isso, mude aquilo. Mas não mude o indivíduo. Essa é a razão pela qual todas as revoluções falharam. Somente uma revolução pode ser bem sucedida, o que não foi tentado até agora — e essa é a revolução do indivíduo.
Mude você mesmo. Esteja alerta para não contribuir com qualquer coisa que torne o mundo um inferno. E lembre-se de contribuir com alguma coisa para o mundo que o torne um paraíso.
Esse é todo o segredo de uma pessoa religiosa. E se todas as pessoas começam a fazer isso, haverá uma revolução sem qualquer derramamento de sangue.
Existe outro incidente na vida de Akbar. Ele havia construído uma fonte de mármore muito bonita. Estava trazendo cisnes de Mansarovar, nos Himalaias. E decidiu que não deveria haver água na fonte. Essa era a fonte do imperador — ao invés de água, deveria haver leite. Todo mundo na capital foi informado que deveria fornecer um balde de leite, não muito, e que ele deveria chegar ao palácio até a manhã seguinte, cedo, antes do sol nascer.
Birbal falou a Akbar, "Você não entende a mente humana de maneira alguma. A sua fonte estará cheia de água." Ele disse, "Que bobagem...? É a minha ordem!" Birbal disse, "Sua ordem ou ordem de qualquer pessoa — eu compreendo a mente humana."
Akbar disse, "Vamos esperar; amanhã de manhã será decidido quem tem razão."
E na manhã seguinte, ambos foram ao jardim e a fonte estava cheia de água.
Akbar disse, "Isso é estranho. Como aconteceu? Peguem algumas pessoas na estrada, seja quem for, e perguntem como aconteceu." E as pessoas foram ameaçadas: se dissessem alguma mentira, a vida delas estaria em risco; se dissessem a verdade, seriam liberadas.
Elas disseram, "A verdade é que toda a capital traria baldes de leite. Um balde de água seria completamente irrelevante, ninguém jamais viria a saber. Mas agora vejo que a fonte está cheia de água; parece que todo mundo teve o mesmo pensamento — toda a capital! Nenhuma pessoa foi diferente."
A mente humana funciona exatamente da mesma forma. Então, se o mundo está numa tal tragédia, são as nossas mentes humanas que a estão criando; nós estamos contribuindo como o nosso balde cheio de miséria.
Nenhuma revolução pode ter sucesso a menos que a mente humana seja compreendida pelos seres humanos e eles comecem a se comportar de maneira diferente — sem esperar que "O meu balde cheio de água não será notado." Se todo mundo compreender que essa idéia é a que virá para todas as mentes humanas e decidir que, "Pelo menos eu devo levar um balde de leite. Eu não devo me comportar da maneira inconsciente com que todos os seres humanos estão se comportando..."
É possível ter a fonte cheia de leite.
"Você é o mundo" simplesmente significa: seja lá o que for que esteja acontecendo, não podemos nos eximir da responsabilidade. Os nossos monges, os nossos santos, tentaram apenas isso. O que eles estavam tentando fazer, se você for profundamente na psicologia deles, era dizer que, "Nós não somos mais responsáveis por toda essa bobagem que está acontecendo no mundo." Mas eles dependiam do mesmo mundo. Eram dependentes das mesmas pessoas por causa da sua comida; eram dependentes das mesmas pessoas por causa da sua roupa. Não estavam separados do mundo de maneira alguma; apenas cessaram de estar ativos no mundo. Eram parceiros silenciosos em toda a insanidade que está acontecendo. E eles deveriam ser mais condenados porque eram as pessoas mais inteligentes, mais sábias. Ainda assim, não podiam ver o ponto de que apenas ficando de lado não é o suficiente; você tem de fazer alguma coisas contra a mente humana normal.
Escapar para os Himalaias não vai ajudar porque, mesmo nos Himalaias, a sua mente permanecerá a mesma, apenas você não terá a oportunidade de saber disso. E é melhor conhecer o inimigo do que não conhecê-lo porque, conhecendo, existe uma possibilidade de mudança.
Não conhecer é muito perigoso.
Quando uma doença é diagnosticada, está curada pela metade. Quando uma doença não é diagnosticada, então acontece o problema de verdade. O remédio não é o problema, o diagnóstico é o problema. Um homem viveu nos Himalaias por 30 anos. O seu problema era a raiva e ele queria se livrar dela. Por 30 anos nos Himalaias, ele não teve raiva por um único momento — não havia razão. A esposa não estava lá, os filhos não estavam lá, os pais não estavam lá, a sociedade não estava lá — não havia provocação.
Pouco a pouco, o seu nome se tornou famoso e as pessoas começaram a vir para venerá-lo. Agora estava ainda mais difícil de se tornar ciente de que a raiva ainda estava lá. Quando as pessoas o estão venerando, não é uma questão de ter raiva.
Então veio a Khumba Mela em Allahabad. As pessoas disseram, "Você é um grande santo. Sem você, a Khumba Mela, a maior reunião de pessoas da Terra num único lugar, estará faltando alguma coisa. Você tem de ir." E agora ele estava convencido de que havia se tornado um grande santo. As pessoas estavam vindo de muito longe, fazendo uma jornada árdua, difícil, através das montanhas, apenas para mostrar o seu respeito por ele.
Ele foi à Khumba Mela mas havia milhões de pessoas — ninguém o conhecia. Alguém pisou o seu pé e imediatamente ele deu um tapa no homem, pegou o seu pescoço e disse, "O que você acha que está fazendo?" De repente, se lembrou de que era um santo. Ele disse, "Meu Deus, o que estou fazendo? O que aconteceu com os 30 anos? A raiva veio tão rapidamente, tão instantaneamente, nem um momento de pensamento." Ele estava por matar o homem.
Essa era a razão pela qual fora para os Himalaias — porque estava com medo de que mataria alguém e seria crucificado ou teria que viver toda a vida na prisão.
Até mesmo a sua família havia dito, "Seria bom que você fosse para os Himalaias porque você matará alguém e isso significa que você matou a si mesmo também. Dessa maneira, duas vidas são salvas. Vá" Mas 30 anos... O que aconteceu?
É um fato simples: as pessoas que escaparam do mundo não acham que são responsáveis por este mundo. Escapando, elas não mudaram o mundo. Escapando, não contribuíram em nada para torná-lo mais bonito, mais humano, mais inteligente, mais meditativo. Nem elas mudaram o mundo nem passaram por uma mudança interna nelas mesmas. Por essa razão eu sou contra renunciar ao mundo.
Fique no mundo, seja lá o quão difícil for — porque é apenas no mundo que será lembrado, em cada passo, que tipo de mente você está carregando por dentro.
E essa mente é projetada no lado de fora e se torna enorme porque tantas mentes estão projetando da mesma maneira.
"Você é o mundo" não é uma colocação matemática.
"Você é o mundo" é um insight psicológico.
E pode se tornar a própria chave para a única revolução que pode acontecer.
Osho; Sermons in Stones




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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  ode marina em Dom 21 Nov 2010, 8:59 pm

Amigos, excelentes contribuições! Li tudo, mesmo com tamanho atraso; a sobrecarga nas tarefas diárias me impede de estar aqui para acompanhar como gostaria, esta época do ano é complicada mesmo...
Abraços, uma ótima semana a Todos!
Ode

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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  ode marina em Dom 05 Dez 2010, 4:51 pm

Longevidade: Uma Receita Simples

Um ocidental em visita à China ficou surpreso de ver a quantidade de velhos saudáveis e, curioso a respeito da milenar medicina chinesa, indagou de um experiente médico qual o segredo para se viver mais e melhor.

Ouviu do mesmo a sábia resposta:

"- É muito simples. É só:
Comer a metade. Andar o dobro. E rir o triplo."
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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  mmartins em Dom 05 Dez 2010, 7:21 pm

Olá Fadinha,,

Grato mais uma vez pela fantastica e elucidativa contribuição.
Será que andeu dando uns tapas pro ai? (rsrsrsrs)

PAz
mmartins



Maria Elisa escreveu:Néfes...

Eu também fiquei impressionada com esse trecho do texto que fala da gota no oceano... na interpretação de Osho sobre a frase de J. Krishnamurti: "Você é o mundo".
Foi uma comparação muito feliz.
Uma vez li uma consideração, um pensamento, de Trigueirinho em uma entrevista, sobre a crença que algumas pessoas tem de que vamos nos dissolver em Deus como uma gota se dissolve no oceano. Nunca esqueci.
Trigueirinho disse: "tenho a esperança que o oceano (Deus) entre na gota."
Eu também.

Néfes, como você gostou, vou colocar aqui o texto inteiro.
É muito bom mesmo para quem gosta de temas profundos.

fadinha


"Você é o mundo."

Esta é uma das colocações de Krishnamurti que causam confusão. Osho, Você poderia dizer algo sobre isso?

A colocação de J. Krishnamurti de que "Você é o mundo" não é confusa de maneira alguma. É muito simples; é necessário apenas uma pequena inteligência para compreendê-la.

Podemos tentar abordar a colocação a partir de muitas diferentes direções. O mundo é apenas um nome; o indivíduo é a realidade. Você pode continuar tentando encontrar o mundo em toda parte e não irá encontrá-lo; você sempre encontrará o indivíduo.
Palavras como o "mundo," a "sociedade," a "religião," a "nação," são meras palavras sem nenhum conteúdo por trás delas — caixas vazias.
Exceto você, não existe mundo.
Essa é uma maneira de compreender a colocação: que o indivíduo é a única realidade. E o mundo não é nada mais do que a coletividade de indivíduos, então, seja lá o que for, é uma contribuição de indivíduos. Se for feio, você contribuiu para a feiúra. Se estiver cheio de ódio, inveja, raiva, ambição, cobiça, você contribuiu para todo este inferno no qual estamos vivendo. Você não pode jogar a responsabilidade em alguém mais; você tem de aceitar a responsabilidade sobre os seus próprios ombros.
Esta é outra maneira de compreender a colocação "Você é o mundo."
Estamos continuamente passando a responsabilidade adiante. Se existe guerra, se existe um Adolf Hitler, um Ronald Reagan, torna-se fácil para nós apontar para essas pessoas e dizer que elas são responsáveis. Mas quem as cria?
Adolf Hitler é nossa contribuição. Sem nós, ele é um ninguém. Ronald Reagan não é nada além da nossa opinião. É o nosso voto, é o nosso apoio.
Então, no momento em que você condena alguém, lembre-se: você está condenando a si mesmo. Seja lá o quão indireta seja a sua contribuição, ela existe.
É possível viver como um monge jaina ou um monge budista ou um monge católico num mosteiro, completamente fechado no que concerne ao mundo. Existem mosteiros no Tibet...havia muitos na China antes da revolução comunista. Existem alguns na Europa com uma longa e estranha história. O mosteiro em Athos, na Europa, tem mil anos de existência. Em mil anos, seja quem for que tenha entrado no mosteiro, não saiu vivo. Você apenas entra: uma vez monge, monge para sempre. E o mosteiro não permite que os seus ocupantes saiam para o mundo; são trazidos para fora apenas quando estão mortos.
Você acha que eles não são responsáveis por Adolf Hitler? Eles não são responsáveis por guerras mundiais? Aparentemente não... Como se pode responsabilizar essas pessoas? — que deixaram o mundo, que nunca olharam para trás, que se desconectaram do mundo.
Mas, ainda assim, eu lhes digo que eles são responsáveis. São responsáveis por escapar — eles escaparam da sua responsabilidade. Não faz qualquer diferença.
Os monges budistas, os monges jaina, os monges hindus não participam das atividades mundanas. Mas você pode contribuir de uma maneira positiva ou você pode contribuir de uma maneira negativa.
Você pode colocar fogo nessa casa — essa é a maneira positiva, a maneira ativa. Você pode ficar ao lado, de pé, na rua e não fazer nada para apagar o fogo — essa é a maneira negativa. Mas ambas são responsáveis.
A pessoa negativa não parece tão responsável, mas a sua responsabilidade é absolutamente igual — porque existe um equilíbrio na vida.
Você pode ser contra a guerra, pode ser um pacifista, pode ser um manifestante crônico — sempre com uma bandeira protestando contra a guerra, contra a violência. Naturalmente, você pode dizer, "Como posso ser responsabilizado?" Mas a vida é um fenômeno complexo. Os seus protestos, o seu pacifismo, a sua luta contra a guerra ainda é parte da guerra; você não é um homem de paz. E você pode observar isso quando as pessoas protestam — a sua raiva, a sua violência é tão óbvia que a gente pensa por que essas pessoas estão protestando contra a guerra. Elas deveriam se juntar a algum lado da guerra — elas estão cheias de raiva, ódio. Elas simplesmente escolheram ter um terceiro lado atrás de um nome bonito — "paz."
Uma boa máscara, mas por dentro está a mesma raiva, o mesmo ódio, a mesma violência, a mesma destrutividade contra qualquer pessoa que não concorda com elas.
Elas estão contribuindo com tanta violência para a atmosfera quanto qualquer outra pessoa.
Elas podem estar falando de amor mas estão dizendo também que você tem de lutar por amor.
Maomé tinha palavras escritas na sua espada dizendo "a paz é a minha mensagem." Ele só pode encontrar uma espada para escrever "a paz é a minha mensagem!" E ele deu origem a uma religião que chamou de "Islã." Islã quer dizer paz e o Islã criou mais violência no mundo do que qualquer outra religião. Em nome da paz, na ponta de uma espada, o Islã tem matado, convertido milhões de pessoas.
Você pode escolher bonitas palavras mas não pode esconder a realidade.
A colocação de J. Krishnamurti de que "Você é o mundo" simplesmente enfatiza o fato de que todo indivíduo, onde quer que esteja, seja lá o que for que faça, deve aceitar a responsabilidade de criar esse mundo que existe ao nosso redor.
Se ele é insano, você contribuiu para essa insanidade da sua própria maneira. Se ele é doente, você também é um parceiro em torná-lo doente. E a ênfase é importante — porque a menos que você compreenda que "eu também sou responsável por esse mundo insano e miserável,"
não existe possibilidade de mudança. Quem vai mudar? Todo mundo acha que alguém mais é responsável.
Um dos maiores imperadores da Índia foi Akbar. Existe um incidente na sua vida registrado no Akbar Namaz — "a biografia de Akbar." Um dia ele estava conversando com seus amigos... E havia ao redor dele as melhores pessoas, mais sábias, mais criativas, escolhidas de todas as
partes do país. O seu bufão estava parado ao lado. Por falar nisso, você devia saber disso: em todas as cortes de todos os grandes imperadores, existia um bufão cuja única função era evitar que a corte se tornasse séria demais, manter a corte leve, brincalhona — de vez em quando, uma explosão de risadas.
Era uma grande percepção ter um bufão e ele costumava ser uma das pessoas mais sábias daqueles dias — porque não era um fenômeno fácil.
Birbal era o bufão de Akbar. E enquanto eles estavam conversando, Akbar deu um tapa na cara de Birbal — absolutamente sem razão alguma. Mas você não pode bater num imperador, mas o tapa tinha que ir para algum lugar — então, ele bateu na pessoa que estava próxima dele.
Todo mundo pensou, "Isso é estranho!" Em primeiro lugar, não havia razão alguma. De repente, como se uma loucura tivesse possuído Akbar, ele bateu no pobre Birbal. E esse homem também era estranho. Ao invés de perguntar, "Por que você me bateu?" ele simplesmente bateu no homem que estava de pé ao seu lado!
E este homem, talvez pensando que essa era a regra da corte, bateu na pessoa seguinte. Isso foi por toda a corte em cadeia.
E você se surpreenderá: naquela noite, a esposa de Akbar bateu nele! E ele disse, "Por que você está me batendo?"
Ela disse, "Não é essa a questão; um jogo é um jogo."
Ele disse, "Quem lhe disse que isso é um jogo?"
Ela disse, "Temos ouvido durante o dia todo que começou um grande jogo na corte. A única regra é que você não pode bater de volta na pessoa, que você tem de encontrar outra pessoa para bater. E alguém me bateu — então o seu tapa voltou para você, o jogo terminou!" Neste mundo grande, milhares de jogos insanos estão sendo jogados e todos vocês são participantes — é claro, em situações muito pequenas, de acordo com a sua capacidade. Mas lembre-se, o tapa voltará a você mais cedo ou mais tarde. Para onde mais ele irá?
Seja lá o que venha para você, lembre-se, é o seu fazer. Talvez você tenha se esquecido quando começou. O mundo é grande, leva tempo. Mas tudo volta à sua fonte — essa é uma das regras fundamentais da vida, não a regra de um jogo.
Então, se estiver sofrendo, se estiver miserável, se estiver tenso, cheio de ansiedades, angústia, não apenas se console dizendo que este mundo é feio, que todos os demais são feios, que você é uma vítima.
J. Krishnamurti está dizendo que você não é uma vítima, você é um criador deste mundo insano; naturalmente, você tem de participar no resultado de seja lá o que for que tenha contribuído. Você está participando em jogar as sementes, estará participando ao colher a colheita também; você não pode escapar.
Para tornar o indivíduo ciente, de forma que ele pare de jogar a responsabilidade nos outros — do contrário, ele começa a olhar para dentro para ver de que maneira ele está contribuindo para toda essa loucura — existe uma possibilidade de que ele possa parar de contribuir. Porque ele tem de sofrer também. Se ele vem a saber que todo o mundo não é nada mais do que a sua projeção numa escala maior... Porque milhões de indivíduos contribuíram com a mesma raiva, a mesma competitividade, a mesma violência, ela se tornou gigantesca. Você não pode conceber que tenha sido responsável por isso: "Eu posso ter contribuído apenas com uma pequena parte..." Mas um oceano não é nada mais do que milhões e milhões de gotas. Uma gota não pode pensar que é responsável pelo oceano — mas a gota é responsável. Sem a gota não haveria oceano de maneira alguma. O oceano é apenas um nome; a realidade está na gota.
Aceitar a sua responsabilidade irá transformá-lo e a sua transformação é o começo da transformação do mundo — porque você é o mundo. Seja lá o quão pequeno for, um mundo em miniatura, mas você carrega todas as sementes.
Se a revolução acontece em você, ela carrega a revolução para o mundo todo.
E quando J. Krishnamurti diz "Você é o mundo" ele não está dizendo apenas para você, está dizendo para todo mundo: Você é o mundo. Se você quiser mudar o mundo, não comece mudando o mundo — essa é a maneira errada que a humanidade tem seguido até agora: Mude a sociedade, mude a estrutura econômica. Mude isso, mude aquilo. Mas não mude o indivíduo. Essa é a razão pela qual todas as revoluções falharam. Somente uma revolução pode ser bem sucedida, o que não foi tentado até agora — e essa é a revolução do indivíduo.
Mude você mesmo. Esteja alerta para não contribuir com qualquer coisa que torne o mundo um inferno. E lembre-se de contribuir com alguma coisa para o mundo que o torne um paraíso.
Esse é todo o segredo de uma pessoa religiosa. E se todas as pessoas começam a fazer isso, haverá uma revolução sem qualquer derramamento de sangue.
Existe outro incidente na vida de Akbar. Ele havia construído uma fonte de mármore muito bonita. Estava trazendo cisnes de Mansarovar, nos Himalaias. E decidiu que não deveria haver água na fonte. Essa era a fonte do imperador — ao invés de água, deveria haver leite. Todo mundo na capital foi informado que deveria fornecer um balde de leite, não muito, e que ele deveria chegar ao palácio até a manhã seguinte, cedo, antes do sol nascer.
Birbal falou a Akbar, "Você não entende a mente humana de maneira alguma. A sua fonte estará cheia de água." Ele disse, "Que bobagem...? É a minha ordem!" Birbal disse, "Sua ordem ou ordem de qualquer pessoa — eu compreendo a mente humana."
Akbar disse, "Vamos esperar; amanhã de manhã será decidido quem tem razão."
E na manhã seguinte, ambos foram ao jardim e a fonte estava cheia de água.
Akbar disse, "Isso é estranho. Como aconteceu? Peguem algumas pessoas na estrada, seja quem for, e perguntem como aconteceu." E as pessoas foram ameaçadas: se dissessem alguma mentira, a vida delas estaria em risco; se dissessem a verdade, seriam liberadas.
Elas disseram, "A verdade é que toda a capital traria baldes de leite. Um balde de água seria completamente irrelevante, ninguém jamais viria a saber. Mas agora vejo que a fonte está cheia de água; parece que todo mundo teve o mesmo pensamento — toda a capital! Nenhuma pessoa foi diferente."
A mente humana funciona exatamente da mesma forma. Então, se o mundo está numa tal tragédia, são as nossas mentes humanas que a estão criando; nós estamos contribuindo como o nosso balde cheio de miséria.
Nenhuma revolução pode ter sucesso a menos que a mente humana seja compreendida pelos seres humanos e eles comecem a se comportar de maneira diferente — sem esperar que "O meu balde cheio de água não será notado." Se todo mundo compreender que essa idéia é a que virá para todas as mentes humanas e decidir que, "Pelo menos eu devo levar um balde de leite. Eu não devo me comportar da maneira inconsciente com que todos os seres humanos estão se comportando..."
É possível ter a fonte cheia de leite.
"Você é o mundo" simplesmente significa: seja lá o que for que esteja acontecendo, não podemos nos eximir da responsabilidade. Os nossos monges, os nossos santos, tentaram apenas isso. O que eles estavam tentando fazer, se você for profundamente na psicologia deles, era dizer que, "Nós não somos mais responsáveis por toda essa bobagem que está acontecendo no mundo." Mas eles dependiam do mesmo mundo. Eram dependentes das mesmas pessoas por causa da sua comida; eram dependentes das mesmas pessoas por causa da sua roupa. Não estavam separados do mundo de maneira alguma; apenas cessaram de estar ativos no mundo. Eram parceiros silenciosos em toda a insanidade que está acontecendo. E eles deveriam ser mais condenados porque eram as pessoas mais inteligentes, mais sábias. Ainda assim, não podiam ver o ponto de que apenas ficando de lado não é o suficiente; você tem de fazer alguma coisas contra a mente humana normal.
Escapar para os Himalaias não vai ajudar porque, mesmo nos Himalaias, a sua mente permanecerá a mesma, apenas você não terá a oportunidade de saber disso. E é melhor conhecer o inimigo do que não conhecê-lo porque, conhecendo, existe uma possibilidade de mudança.
Não conhecer é muito perigoso.
Quando uma doença é diagnosticada, está curada pela metade. Quando uma doença não é diagnosticada, então acontece o problema de verdade. O remédio não é o problema, o diagnóstico é o problema. Um homem viveu nos Himalaias por 30 anos. O seu problema era a raiva e ele queria se livrar dela. Por 30 anos nos Himalaias, ele não teve raiva por um único momento — não havia razão. A esposa não estava lá, os filhos não estavam lá, os pais não estavam lá, a sociedade não estava lá — não havia provocação.
Pouco a pouco, o seu nome se tornou famoso e as pessoas começaram a vir para venerá-lo. Agora estava ainda mais difícil de se tornar ciente de que a raiva ainda estava lá. Quando as pessoas o estão venerando, não é uma questão de ter raiva.
Então veio a Khumba Mela em Allahabad. As pessoas disseram, "Você é um grande santo. Sem você, a Khumba Mela, a maior reunião de pessoas da Terra num único lugar, estará faltando alguma coisa. Você tem de ir." E agora ele estava convencido de que havia se tornado um grande santo. As pessoas estavam vindo de muito longe, fazendo uma jornada árdua, difícil, através das montanhas, apenas para mostrar o seu respeito por ele.
Ele foi à Khumba Mela mas havia milhões de pessoas — ninguém o conhecia. Alguém pisou o seu pé e imediatamente ele deu um tapa no homem, pegou o seu pescoço e disse, "O que você acha que está fazendo?" De repente, se lembrou de que era um santo. Ele disse, "Meu Deus, o que estou fazendo? O que aconteceu com os 30 anos? A raiva veio tão rapidamente, tão instantaneamente, nem um momento de pensamento." Ele estava por matar o homem.
Essa era a razão pela qual fora para os Himalaias — porque estava com medo de que mataria alguém e seria crucificado ou teria que viver toda a vida na prisão.
Até mesmo a sua família havia dito, "Seria bom que você fosse para os Himalaias porque você matará alguém e isso significa que você matou a si mesmo também. Dessa maneira, duas vidas são salvas. Vá" Mas 30 anos... O que aconteceu?
É um fato simples: as pessoas que escaparam do mundo não acham que são responsáveis por este mundo. Escapando, elas não mudaram o mundo. Escapando, não contribuíram em nada para torná-lo mais bonito, mais humano, mais inteligente, mais meditativo. Nem elas mudaram o mundo nem passaram por uma mudança interna nelas mesmas. Por essa razão eu sou contra renunciar ao mundo.
Fique no mundo, seja lá o quão difícil for — porque é apenas no mundo que será lembrado, em cada passo, que tipo de mente você está carregando por dentro.
E essa mente é projetada no lado de fora e se torna enorme porque tantas mentes estão projetando da mesma maneira.
"Você é o mundo" não é uma colocação matemática.
"Você é o mundo" é um insight psicológico.
E pode se tornar a própria chave para a única revolução que pode acontecer.
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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  Maria Elisa em Dom 05 Dez 2010, 7:52 pm

Gente...

esse fórum está muito ...como posso dizer? telepata? as pessoas andam "pegando" as coisas no ar.
Como você adivinhou?

fadinha

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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

Mensagem  Maria Elisa em Dom 19 Dez 2010, 11:09 pm



"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"


"O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte".

http://helenderose-sigaovoo.blogspot.com/

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Re: O MUNDO QUE SE TEM, O MUNDO QUE SE QUER

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